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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Das idiossincrasias

Cinema em Ipanema e Mar Azul. Onde andarás? Odeio e adoro Ferreira Gullar numa mesma oração.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O bilingüismo de Beckett

Em Beckett, impressiona, indiscutivelmente, o seu peculiar bilingüismo. Ele oscila entre duas línguas e traduz a si mesmo. Tudo atrelado às dificuldades de uma prosa que, tocada por um narrador que se põe em xeque a cada passo, rarefaz o enredo, dissolve os personagens, abandona a pontuação, abraça a elipse e a repetição como procedimentos. Fundamental notar que Beckett é um escritor que se fixou numa língua que não é a sua. Há aí, sem dúvida, todo um afã de despersonalização. Para Ferreira Gullar, Beckett é apenas um "chatola". Para outros escritores, há a percepção (menos superficial) de que a escrita de Beckett visa a uma lógica fria, a um distanciamento que dificilmente ele chegaria se escrevesse em sua língua materna.

domingo, 26 de setembro de 2010

Nova Luz

(...) pretendo que a poesia tenha a virtude de, em meio ao sofrimento e ao desamparo, acender uma luz qualquer. Uma luz que não nos é dada, que não desce dos céus, mas que nasce das mãos e do espírito dos homens.
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GULLAR, Ferreira. Sobre arte, sobre poesia (uma luz do chão). Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. 

domingo, 22 de agosto de 2010

Avesso do avesso

“Tentativa do tucano José Serra de se associar a Lula na propaganda eleitoral é mais um sinal da profunda crise vivida pela oposição”. A frase não é minha, mas do editorial da Folha deste domingo. Ferreira Gullar escreveu sobre as touradas, lembrando-se de João Cabral. O Globo traz como manchete: "Bandidos invadem hotel no Rio e fazem reféns". A Éporca tem como matéria principal a indicação das 100 melhores empresas para se trabalhar. A Folha, sorumbática, salienta que Lula prepara ofensiva em São Paulo. Desesperados, tentam manter a última trincheira.

sábado, 21 de agosto de 2010

Tórax de Superman

- Globo: Governo Lula não mudou a calamidade no saneamento

- Folha: Dilma dispara, dobra vantagem e venceria Serra no 1 º turno

- Estadão: No País, 34,8 milhões de pessoas vivem sem coleta de esgoto

- JB: Lentidão no avanço do saneamento


Essas são as manchetes de sábado. Os jornalões esperam Godot. Um super-tucano com especiais poderes para os salvar da terrível e demoníaca ameaça. O dá demonstrações de faiblesse. Quer substituir o Silva embalado por churrasquinhos na laje, pagode e, pasmem, raros leitores, tentando colar-se à imagem de Lula. Aguardo a coluna do poeta Ferreira Gullar na Folha de amanhã. 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O bilingüismo de Beckett

Em Beckett, impressiona, indiscutivelmente, o seu peculiar bilingüismo. Ele oscila entre duas línguas e traduz a si mesmo. Tudo atrelado às dificuldades de uma prosa que, tocada por um narrador que se põe em xeque a cada passo, rarefaz o enredo, dissolve os personagens, abandona a pontuação, abraça a elipse e a repetição como procedimentos. Fundamental notar que Beckett é um escritor que se fixou numa língua que não é a sua. Há aí, sem dúvida, todo um afã de despersonalização. Para Ferreira Gullar, Beckett é apenas um "chatola". Para outros escritores, há a percepção (menos superficial) de que a escrita de Beckett visa a uma lógica fria, a um distanciamento que dificilmente ele chegaria se escrevesse em sua língua materna.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Crase

Afinal, a crase foi feita ou não para humilhar alguém?