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sexta-feira, 16 de julho de 2010

El instante

El presente está solo. La memoria
erige el tiempo. Sucesión y engaño
es la rutina del reloj. El año
no es menos vano que la vana historia.
Entre el alba y la noche hay un abismo
de agonías, de luces, de cuidados;
el rostro que se mira en los gastados
espejos de la noche no es el mismo.
El hoy fugaz es tenue y es eterno;
otro Cielo nos esperes, ni otro Infierno.

Jorge Luis Borges, El otro, El mismo

terça-feira, 25 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Do rigor na ciência

Naquele Império, a Arte da Cartografia logrou uma tal perfeição que o mapa de uma única Província ocupava toda uma Cidade, e o mapa do Império, toda uma Província. Com o tempo, esses Mapas Desmedidos não satisfizeram e os Colégios de Cartógrafos levantaram um Mapa do Império que tinha o tamanho do Império e coincidia pontualmente com ele. Menos Apegados ao Estudo da Cartografia, as Gerações Seguintes entenderam que esse dilatado Mapa era Inútil e não sem Impiedade o entregaram às Inclemências do Sol e dos Invernos. Nos desertos do Oeste perduram despedaçadas Ruínas do Mapa, habitadas por Animais e por Mendigos; em todo o País não resta outra relíquia das Disciplinas Cartográficas. (Suárez Miranda: Viagens de Varões Prudentes, livro quarto, cap. XIV, 1658.)

Jorge Luis Borges, O fazedor.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

El Aleph

Compreendi que o trabalho do poeta não estava na poesia; estava na invenção de razões para que a poesia fosse admirável.

BORGES, Jorge Luis. "O Aleph". In: O Aleph. Tradução de Flávio José Cardozo. São Paulo: Ed. Globo, 2003.