De Saramago, sobre os muros do Rio: Cá para baixo, na Cidade Maravilhosa, a do samba e do carnaval, a situação não está melhor. A ideia, agora, é rodear as favelas com um muro de cimento armado de três metros de altura. Tivemos o muro de Berlim, temos os muros da Palestina, agora os do Rio. Entretanto, o crime organizado campeia por toda a parte, as cumplicidades verticais e horizontais penetram nos aparelhos de Estado e na sociedade em geral. A corrupção parece imbatível. Que fazer?
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
Olhos Azuis
Do ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva:A Folha adora debochar das mancadas verbais do presidente Lula. Quase sempre de maneira preconceituosa, elitista, exagerada, inócua e equivocada porque um presidente deve ser julgado pela sua administração, não pelo seu português ou seus conhecimentos gerais.
Na sexta, deu destaque a um desses deslizes: a acusação de que a crise econômica é culpa de "gente branca com olhos azuis". A frase tem conotação racista e ideológica, foi proferida diante de um chefe de governo de nação majoritariamente branca e merecia repercussão.
Mas ao armar uma pegadinha para Lula e mostrar que há envolvidos na crise negros, asiáticos e de olhos castanhos, o jornal aceita a premissa do argumento e se nivela com ele.
sábado, 2 de agosto de 2008
Comissão Brundtland, 1987
“Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades”.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Questão de fundo 2
No fundo, os novos fundos do mercado agrícola internacional são os grandes responsáveis pela "era não-geográfica" da alimentação, para reiterarmos a expressão de Carolyn Steel. Quem vive em grandes cidades não imagina que o bife, o leite e os ovos consumidos vêm de algum lugar distante e improvável do planeta. Além disso, os preços em alta, frutos de mera especulação dos mercados da volatilidade, acabam com o fundo dos bolsos dos mais pobres, para não dizermos mais de outra maneira.
terça-feira, 29 de julho de 2008
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