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quarta-feira, 23 de julho de 2008
Mar sonoro
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Dia do Mar. Lisboa: Ática, 1947.
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
Espero
Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Poemas Escolhidos. Seleção de Vilma Arêas. São Paulo: Companhia das Letras, 2004
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Poemas Escolhidos. Seleção de Vilma Arêas. São Paulo: Companhia das Letras, 2004
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
No poema
No poema ficou o fogo mais secreto
O intenso fogo devorador das coisas
Que esteve sempre muito longe e muito perto.
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. "Mar Novo". In: Poemas Escolhidos. Seleção de Vilma Arêas. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
O intenso fogo devorador das coisas
Que esteve sempre muito longe e muito perto.
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. "Mar Novo". In: Poemas Escolhidos. Seleção de Vilma Arêas. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
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quarta-feira, 11 de junho de 2008
Inscrição
Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar.
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. "Livro Sexto". In: Poemas Escolhidos. Seleção de Vilma Arêas. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
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